13 de junho de 2026

27 de fevereiro de 2026

Bradesco fecha agências no interior da Bahia e Baixo Sul está entre as regiões mais afetadas

Moradores de pelo menos quatro cidades do Baixo Sul baiano serão impactados pelo encerramento dos serviços presenciais.

O Banco Bradesco, uma das maiores instituições financeiras privadas do país, anunciou nesta semana o fechamento de diversas agências no interior da Bahia como parte de uma reestruturação nacional. A região do Baixo Sul está entre as mais afetadas, com a confirmação do encerramento das unidades em Apuarema, Itamari, Presidente Tancredo Neves e Wenceslau Guimarães ainda neste mês de maio.

A medida faz parte da estratégia do banco de reduzir sua rede física diante da crescente digitalização dos serviços. Em nota oficial, o Bradesco justificou a decisão com base no “alto custo de manutenção dos pontos de atendimento presencial, aliado à queda na demanda por esse tipo de serviço nos últimos anos”.

Apesar de o banco não divulgar uma lista completa de localidades afetadas, relatos de funcionários e clientes indicam que o enxugamento atinge majoritariamente cidades pequenas, muitas delas em áreas de difícil acesso, onde a agência física representava a principal — e, em alguns casos, a única — opção de atendimento bancário para a população.

Em municípios como Itamari e Apuarema, por exemplo, a presença do banco era vista como estratégica para o comércio local e para aposentados e agricultores que ainda não se adaptaram completamente às plataformas digitais. “Nem todo mundo sabe ou consegue usar o aplicativo. Aqui, muita gente depende da agência física para sacar o benefício ou resolver pendências com o banco”, afirma Maria de Lourdes, moradora de Presidente Tancredo Neves.

A situação preocupa líderes comunitários e gestores municipais, que temem o impacto da medida sobre a economia local. Além da dificuldade no acesso aos serviços bancários, há preocupação com a perda de empregos diretos e indiretos.

A Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Bahia e Sergipe (Fetrafi-BA) já se manifestou contra o fechamento das unidades e cobra uma posição mais transparente do banco, além de alternativas de atendimento presencial nas regiões afetadas.

Enquanto isso, os clientes dessas cidades deverão recorrer a serviços remotos, caixas eletrônicos ou buscar atendimento em agências de municípios vizinhos — muitas vezes distantes e com transporte limitado.

A medida, embora faça parte de uma tendência nacional de digitalização do setor bancário, evidencia a desigualdade no acesso à tecnologia e os desafios enfrentados pelas populações do interior, especialmente em regiões como o Baixo Sul baiano.

Por Geraldo Neto / GN Notícias

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