12 de fevereiro de 2026

30 de janeiro de 2024

Matéria do Bahia Rural destaca cultivo de seringueira no Baixo Sul baiano

Equipe de reportagem do programa visitou seringal em Ituberá, onde conheceu a extração do látex e a produção da borracha.

Ituberá, BA – No coração do Baixo Sul da Bahia, o cultivo da seringueira tem ganhado protagonismo como uma atividade agrícola sustentável, geradora de renda e com forte potencial de crescimento. A importância dessa cultura foi tema de uma reportagem exibida no programa Bahia Rural, da TV Bahia, emissora afiliada à Rede Globo, que visitou um seringal no município de Ituberá para mostrar o processo de extração do látex e sua transformação em borracha natural.

A equipe do programa acompanhou o trabalho dos produtores desde o início do dia, no momento da sangria – técnica utilizada para retirar o látex da árvore sem prejudicar seu desenvolvimento. Com cortes cuidadosamente feitos no tronco da seringueira, o líquido branco escorre e é recolhido em recipientes, sendo depois processado e transformado em blocos de borracha.

A matéria destaca que a heveicultura (cultivo da seringueira) apesar de estar em queda no Brasil, mantém-se em expansão na região, graças ao clima úmido e ao solo fértil, ideais para o desenvolvimento da árvore. Para muitos agricultores locais, a seringueira representa uma nova oportunidade de diversificação da produção, com ganhos econômicos de longo prazo. Além disso, a cultura se alinha a práticas de conservação ambiental, já que mantém a cobertura vegetal e protege o solo da erosão.

Os agricultores Jorge Galdino dos Santos e Luiz Carlos de Jesus foram entrevistados e mostraram que a seringueira é plantada junto a outras espécies como o cacau, o cupuaçu e o açaí, num sistema agroflorestal de plantio.

Eles contaram também que a seringueira leva cerca de 8 anos para começar a produzir, principalmente em faixas de Mata Atlântica. O processo de corte é feito de forma manual e só é relizado em árvores com mais de 50 centímetros de diâmetro, chegando a atingir de 20 a 30 metros de altura.

“A seringueira é uma cultura que exige paciência, mas garante retorno por muitos anos. É uma aposentadoria verde”, comentou um dos produtores. O cultivo é considerado de baixo impacto ambiental e oferece uma alternativa viável frente a práticas agrícolas mais agressivas ao meio ambiente.

No Baixo Sul, o látex gera renda para cerca de 1.300 agricultores de quatro cooperativas agrícolas da região.

O diretor de uma das usinas de borracha natural, Jan Pryl, mostrou o processo de transformação do produto desde o campo até o GEB – Granulado Escuro Brasileiro. Ele destaca que 75% da borracha vai para o mercado de pneus.

Outro ponto abordado pela reportagem é o déficit na produção nacional de borracha. O Brasil ainda importa uma grande quantidade do insumo, o que demonstra o potencial de crescimento da produção interna. Com incentivos e organização, os produtores do Baixo Sul podem suprir parte dessa demanda e fortalecer a economia local.

O exemplo de Ituberá serve como modelo para outros municípios da região que buscam uma agricultura mais sustentável e economicamente viável. A experiência mostra que o investimento em capacitação, assistência técnica e políticas públicas adequadas pode fazer da seringueira um símbolo de desenvolvimento rural sustentável na Bahia.

Veja a matéria:

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