Vacilo de Jairo e Medrado na condução das chapas proporcionais impõe cassação de seus vereadores apoiadores
Valença foi notícia hoje pela decisão da Justiça Eleitoral sobre Fabrício, Isaías e Benvindo. Candidatos a prefeito e presidentes dos partidos erraram feio na articulação política.
O Juiz da 31ª Zona Eleitoral, doutor Leonardo Rullian Custódio, determinou a cassação dos mandatos do vereadores de Valença Fabrício Lemos (PV) , Isaías Nascto (PV) e Benvindo Luz (PDT). O magistrado não tornou os parlamentares inelegíveis, mas pediu a anulação de todos votos computados pela Federação PV-PT-PCdoB e pelo PDT, e também que o quoficiente eleitoral fosse recalculado.
Quem assume no lugar?
Ainda cabe recurso da decisão nas instâncias superiores. Por enquanto, os três parlamentares se mantém nos cargos até que o TRE se pronuncie. Caso siga o entendimento do juiz de Valença, os três saem da Câmara e novos vereadores entram. Nesse caso, assumiriam as cadeiras Reginaldo Araújo (Podemos), Nengo da Bolívia (PSD) e João da Lage (Solidariedade).
Reginaldo, por exemplo, um dos três beneficiados caso a cassação seja confirmada na esfera estadual, já foi vereador várias vezes, perdeu por pouco e não iria deixar pra lá. Isso é óbvio!
O que motivou a decisão da Justiça?
A ação foi movida pelo Diretório Municipal do Podemos que apontou irregularidades na cota de gênero. A decisão do juiz foi baseada em supostas candidaturas fictícias de mulheres. A lei eleitoral prevê que a chapa proporcional (vereadores) em cada partido ou federação apresente o mínimo de 30% de postulantes femininas. A Justiça entendeu que algumas candidatas dessas agremiações não fizeram campanha, não obtiveram uma quantidade significativa de votos e até mesmo não registraram gastos, não tendo sido produzidos seus materiais como santinhos e cartazes. Em um dos casos, a então candidata a vereadora afirma que não votou nela mesma e que recebeu promessas de vantagens se aceitasse concorrer sem precisar correr atrás para conquistar os eleitores.
Os trapalhões: presidentes dos partidos PV, PCdoB, PT e PDT e os candidatos a prefeito do PV e do PDT agiram com irresponsabilidade e brincaram de fazer política causando esse imenso transtorno aos seus aliados.
É inacreditável o vacilo dos presidentes dos quatro partidos envolvidos, que tiveram MESES para se articular e arrumar as siglas. Ou seja, ao conduzir esse processo de atração de candidatos e candidatas eleitoralmente viáveis “engoliram mosca”. Todos eles merecem ser destituídos dos diretórios municipais, pois mostraram que não tem condição de assumir esse papel.
Os três vereadores, experientes que são, também poderiam ter prestado mais atenção nos nomes escolhidos. Ao menos acompanhar a formação dos 16 nomes da composição e verificar a musculatura eleitoral de cada um. Eles são os maiores prejudicados nessa história e, vítimas da incompetência dos próprios companheiros de grupo político, podem, mesmo tendo obtido votações expressivas, perderem suas vagas como legisladores.
Vale destacar também os candidatos a prefeito que agiram no estilo “cada cachorro que coce seu saco! “: Jairo, apoiado por Benvindo, e Marcos Medrado, que teve ao seu lado Fabrício e Isaías, ao que parece, não se preocuparam muito com seus companheiros. Quiseram a ajuda e a militância deles, mas pensaram somente em si. Não ajudaram a formar as chapas de vereadores porque talvez estivessem focados nas suas próprias campanhas. É como o ditado diz: “Deus dá a farinha, mas o diabo rasga a sacola”.
Jairo se embolou desde que decidiu se candidatar a reeleição e foi assim até o último momento. Escolheu o partido muito tarde e, antes, não capitaneou esse processo, demorou muito e conseguiu convencer Benvindo nos 45 do segundo tempo. Mas, Medrado está no PV desde 2022. Ambas situações não se justificam, não dá pra deixar de observar a distração dos dois.
Agora que “o caldo entornou” ficam procurando culpados na oposição, mas, na verdade, os homens que comandavam esses partidos e seus prefeituráveis foram omissos, olharam para seus umbigos e não fizeram o trabalho direito. Tinham uma missão clara a cumprir, mas falharam!
A situação demonstra claramente que os presidentes dos partidos foram lerdos e desarticulados e os candidatos a prefeito foram egoístas. Simples assim!
Pense bem: se você se predispõe a dirigir um partido a nível municipal, estadual ou nacional, ou a colocar seu nome para disputar um cargo de prefeito, você assume uma grande responsabilidade com muitas outras pessoas que, ao decidir escolher se filiar naquela sigla, ou lhe apoiar para prefeito, confia na sua capacidade de liderança e de convencimento de outras lideranças. No entanto, o que parece ter ocorrido foi uma trapalhada geral de quem deveria conduzir o processo, mas vacilou feio.
Confira a íntegra das decisões judiciais:
httpsconsultaunificadapje.tse.jus.brconsulta-publica-unificadadocument-1
httpsconsultaunificadapje.tse.jus.brconsulta-publica-unificadadocument(1)



