13 de julho de 2024

30 de janeiro de 2024

LEI DO SILÊNCIO: O Baixo Sul e os políticos “envergonhados” ou “neutros”

Figuras públicas se esquivam de expor a preferência e liderar o processo local.

 

 

 

Artigo de Luana Figueiredo 

Nas eleições deste ano, estamos assistindo a um fenômeno estranho no comportamento de alguns figuras públicas: líderes que não lideram ao não se posicionarem politicamente na eleição presidencial.

Aqui no Baixo Sul, num momento crucial para o país, prefeitos, prefeitas, ex-prefeitos, ex-prefeitas, potenciais candidatos no pleito municipal de 2024 e até mesmo candidatos a cargos públicos já agora em 2022, não citam expressamente em quem vão votar para Presidente da República. E não pedem votos publicamente, o que seria minimamente esperado em época de eleições.

Em santinhos divulgados até mesmo em perfis públicos na internet, lideranças do Baixo Sul fazem legenda mostrando 4 preferências: Deputado Federal, Deputado Estadual, Senador e Governador. Os pedidos de votos já estão postados com a votação nessa ordem. Nas legendas, eles dizem que são os que mais trabalham pelo município ou que mais vão ajudar os moradores daquelas cidades. Já o quadradinho do quinto e último voto a ser dado na urna no próximo dia 2 de outubro, o de presidente, aparece em branco.

Esses políticos estão pedindo votos para um time desfalcado, sem o craque principal, que comandará o maior volume de recursos a partir do dia 1° de janeiro de 2023, sendo crucial para ajudar a cidade que eles tanto dizem defender e querer dias melhores.

O presidente cuida das questões mais importantes que impactam diretamente a vida das pessoas. Nesse contexto, os municípios são afetados, e muito, com o resultado. Ora, essa postura de ocultar a opção e não direcionar qual chefe do executivo federal o eleitorado deve seguir, agrega desconfiança.

Trata-se de uma indecisão decidida (porque todos eles sabem exatamente em quem irão votar), mas, para o povo, a escolha é velada, num tom de desdém com a eleição, do tipo “não estou nem aí”.

Esse disfarce é avesso a alguém que está em exposição. Caminhar pela neutralidade é sabotar a própria história, não combina com uma pessoa pública. Independente da cor partidária, as opções são bem claras e se a pessoa resolveu virar político, deve, sim, satisfação às pessoas.

Enfim, você cidadão, cidadã, preste atenção a quem resolve não se manifestar no jogo eleitoral. É só percorrer as redes sociais das figuras públicas que verão quem são.

Não querer se comprometer é um ato falho, no minimo covarde. Ganhando ou perdendo, quem está na linha de frente da política deve se posicionar e expressar sim suas preferências. Claro que o voto é secreto, mas a escolha de um político não. É óbvio que a população deve cobrar um posicionamento claro quanto as eleições presidenciais.

Por que esconder? Do que essa gente tem medo? Vota mas tem vergonha de dizer? Quem não se posiciona, não merece a nossa confiança. Muito menos exercer liderança política!

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