20 de outubro de 2026

27 de fevereiro de 2026

Eleição da Câmara de Cairu tem tentativa de adiamento, abandono do plenário e acusações de boicote

Presidente Pikuí teria deixado a sessão após identificar uma chapa adversária. Vice-presidente Igor assumiu os trabalhos, pediu respeito à democracia e tenta garantir a continuidade da eleição.

A eleição da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cairu para o biênio 2027-2028, marcada para esta terça-feira (20), transformou-se em um impasse político.

O atual presidente da Casa, Antônio Costa Damascena, conhecido como Pikuí, é acusado de tentar impedir a continuidade da votação após perceber que enfrentaria uma chapa concorrente.

A eleição havia sido convocada pelo próprio Pikuí, por meio de uma proposta de antecipação submetida ao plenário. Segundo as informações repassadas, os 11 vereadores concordaram com a realização do pleito em 20 de outubro, data que foi posteriormente oficializada e divulgada publicamente.

Entretanto, o cenário mudou no início da sessão. Pikuí, que havia registrado uma chapa para disputar a reeleição, teria deixado o plenário após constatar a inscrição de outra candidatura à presidência. A atitude provocou reações entre os vereadores que defendiam a continuidade da votação.

Em meio à confusão, o vereador Frank do Amparo apresentou o Ofício nº 001/2026, datado desta terça-feira (20), solicitando a anulação do edital de convocação e o cancelamento da sessão eleitoral.

No documento, encaminhado ao presidente Pikuí e protocolado na Câmara, Frank argumenta que a eleição marcada para outubro contraria o artigo 9º, parágrafo 2º, do Regimento Interno, que prevê a renovação da Mesa Diretora no dia 15 de dezembro ou na última sessão anterior ao recesso legislativo. O parlamentar sustenta que a convocação não poderia modificar essa regra.

Por outro lado, vereadores favoráveis à continuidade da sessão argumentam que a antecipação havia sido discutida em plenário, aceita pelos parlamentares e formalizada por edital. A controvérsia envolve, portanto, a validade da decisão tomada anteriormente pela própria Câmara diante do prazo estabelecido no Regimento Interno.

Igor e Pikuí disputam a presidência da CMC

Igor Gomes e Antônio Damascena vão disputar a presidência da Câmara de Cairu nesta terça-feira (20). O embate será por voto aberto logo após toda essa confusão passar.

Diante da saída de Pikuí, o vice-presidente da Câmara, vereador Igor Gomes, assumiu a condução dos trabalhos. Mesmo com o clima de tensão, Igor manteve uma postura tranquila, pedindo respeito ao decoro parlamentar e defendendo que a democracia seja garantida, com o cumprimento das regras e a realização da eleição.

O comportamento do vice-presidente contrasta com o de Pikuí, que, segundo os relatos da sessão, demonstra visível irritação diante da resistência dos colegas à tentativa de cancelamento da votação. Igor reafirmou que os vereadores permaneceriam no plenário até a conclusão do processo eleitoral.

A tentativa de interromper a votação ampliou o desgaste político da atual presidência, especialmente diante da possibilidade de Pikuí não conseguir os votos necessários para permanecer no comando do Legislativo.

Nos bastidores, interlocutores políticos apontam que o prefeito Hildécio Meireles apoia a chapa liderada por Pikuí. Também existem acusações de interferência do Executivo na administração da Câmara, incluindo alegações de que nomeações para todos os cargos do Legislativo teriam sido influenciadas pelo prefeito, o que seria uma interferência irregular.

A insatisfação de parte dos vereadores com Pikuí também é atribuído, segundo essas fontes, ao suposto descumprimento de compromissos políticos e à submissão de sua gestão com o governo municipal.

Outro ponto que provocou questionamentos foi a ausência de transmissão da sessão pela TV Câmara. Conforme os relatos recebidos, a interrupção da cobertura oficial teria ocorrido por determinação da presidência. Enquanto isso, o repórter Chama Chama acompanha os acontecimentos e realiza entradas ao vivo para informar a população.

Até o momento das informações recebidas, o impasse continuava e não havia confirmação de conclusão da votação.

A disputa da escolha da presidência da Câmara para os próximos dois anos, revela a estranha relação entre os poderes Executivo e Legislativo em Cairu. A Câmara possui autonomia administrativa e política, e a eleição de sua Mesa Diretora deve observar tanto o Regimento Interno quanto as normas legais aplicáveis.

O desfecho dependerá da solução do impasse regimental e da continuidade do processo eleitoral.

No momento, Pikui reassumih a cadeira e parece que vai cumprir seu papel de conduzir a sessão que ele mesmo convocou pra hoje. Os vereadores voltaram ao plenário e devem receber membros da imprensa regional para ampliar a cobertuta da sessão.

As informações são de que veículos de comunicação de projeção estadual também foram acionados para acompanhar qual será a conclusão do episódio envolvendo a Casa Legislativa de Cairu.

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