Prefeita de Taperoá é alvo de ação que aponta suspeita de irregularidades de R$ 1,3 milhão
Segundo o jornal A Tarde, ação questiona contratos de som e iluminação; gestão também enfrenta contestações envolvendo locação de veículos, Educação e concurso público.
A prefeita de Taperoá, Christianne Mary Pereira Guimarães, conhecida como Kitty Guimarães (Avante), é alvo de uma Ação Popular que aponta supostas irregularidades em contratos públicos que podem ter causado prejuízo de R$ 1,3 milhão aos cofres municipais. As informações são de apuração do jornal A Tarde, publicada no último dia 12 de agosto.
A ação envolve também o Município de Taperoá, a empresa LG Sonorização e Iluminação Ltda. e sua sócia-administradora, Lizandra Pimentel Guimarães. As acusações têm como base o Relatório Técnico Circunstanciado nº 002/2026.
De acordo com a publicação, uma Ata de Registro de Preços de 2023 estabelecia limite de R$ 680 mil para serviços de som e iluminação. Entretanto, os pagamentos à empresa teriam chegado a R$ 1.324.866,00 aproximadamente 94% acima do valor inicialmente previsto.
Outro ponto questionado é que a ata teria perdido a validade em junho de 2024, mas, segundo a ação, R$ 634.065,00 teriam sido pagos durante 2025. A petição também aponta falta de documentos como ordens de serviço, medições e atestados de fiscalização que comprovassem a execução dos trabalhos pagos.
A denúncia cita ainda três dispensas de licitação realizadas em 2022 para a mesma empresa, somando R$ 53.956,00 sob a suspeita de fracionamento de despesas para evitar a realização de licitação.
Diante das acusações, o autor da Ação Popular pede, entre outras providências, a anulação dos atos questionados, ressarcimento de valores cuja prestação dos serviços não esteja devidamente comprovada, realização de perícia e apresentação de documentos pela Prefeitura.
A petição solicita ainda que cópias sejam encaminhadas ao Ministério Público de Contas junto ao TCM e à Delegacia Estadual de Combate à Corrupção (DECCOR) para apuração de possíveis ilícitos.
Outros questionamentos contra a gestão
A reportagem do A Tarde também relembra outras situações que vêm provocando questionamentos à administração municipal.
Uma delas envolve o Contrato nº 095/2023, firmado para locação de veículos com motorista. Inicialmente estimado em R$ 3.028.332,68, o acordo teria movimentado R$ 8.838.428,30 entre 2023 e 2026, segundo os dados apresentados na ação que contesta a contratação.
Entre os pontos levantados estão possíveis falhas na fiscalização, ausência de documentos que permitam comprovar rotas, motoristas e veículos utilizados e questionamentos sobre exigências feitas durante o processo licitatório. A ação pede medidas como auditoria da frota e realização de novo procedimento para contratação do serviço.
Educação também sofre questionamentos
Na Educação, a gestão de Kitty também enfrentou resistência após a apresentação de uma proposta para modificar o Estatuto do Magistério Público Municipal. O projeto prevê regras diferentes para professores recém-ingressos no serviço público e profissionais mais antigos, o que provocou críticas e mobilização da categoria. O texto permanece em análise no Legislativo municipal.
Outro foco de contestação é um concurso público realizado pela Prefeitura. Conforme a apuração, participantes procuraram as redes sociais e apresentaram denúncias ao Ministério Público, alegando possível favorecimento de candidatos que já exerciam funções temporárias na administração.
As reclamações incluem quantidade considerada atípica de notas máximas entre esses candidatos, falta de clareza nos critérios de correção e questionamentos sobre o indeferimento de recursos apresentados durante a seleção.
As situações mencionadas são objeto de ações, denúncias ou contestações e não representam, por si só, comprovação de irregularidades ou de responsabilidade da prefeita e dos demais citados. Caberá aos órgãos competentes e à Justiça analisar as acusações e eventuais provas apresentadas.



