21 de janeiro de 2022

NÃO HÁ QUEM SUPERE O BRASIL EM CAPACIDADE DE VACINAR

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Fiocruz garante produzir 1 milhão de doses de vacinas por dia

A Fundação Osvaldo Cruz começou a produzir as primeiras vacinas contra a Covid-19 e já iniciou com 1 milhão e 80 mil doses entregues ao Programa Nacional de Imunizações.

Segundo a instituição, o Ministério da Saúde solicitou e foram entregues 500 mil doses na quarta-feira (17/3) e outras 580 mil hoje (19/3).

Até o final de março, o total de doses entregues pela Fiocruz será de 3,8 milhões de vacinas e a capacidade de produção do Complexo Tecnológico Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro, é animadora. A expectativa é que, até o final do mês, a operação da produção seja de larga escala e dê conta de um milhão de doses por dia da primeira vacina registrada e fabricada no Brasil. Segundo a Anvisa, o produto é seguro e eficaz.

A boa notícia é que o Brasil começa a ter autonomia no acesso à vacina e passa a não depender totalmente das farmacêuticas estrangeiras. Ocorre que a população brasileira é de cerca de 220 milhões de habitantes e isso demanda a compra de mais doses e negociações para complemento da vacinação diante do cenário de colapso e aceleração do contágio.

Mesmo no momento em que está com os piores indicadores da pandemia no mundo, o potencial científico, tecnológico e o Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil tem competência para superar suas dificuldades fabricando e vacinando a população muito rapidamente. A estrutura é gigantesca e qualquer campanha de vacinação tem um braço do sistema público brasileiro que alcança o país de extensão continental em níveis impressionantes.

A imunização em massa parece ser a única saída para a crise sanitária e econômica causada pela pandemia do coronavírus ou, pelo menos, é o caminho para o retorno à normalidade. É fato que o Brasil começou a vacinar depois de outros países, também que a vacinação está lenta, mas quando pegar o ritmo de produção, compra e aplicação das doses, poderá ser exemplo para o mundo devido ao tamanho e a agilidade do SUS.

Nunca a saúde pública, universal e gratuita brasileira teve chance maior de provar o seu devido valor como agora.

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