4 de setembro de 2026

27 de fevereiro de 2026

Ideb 2025: educação avança na maioria dos municípios do Baixo Sul

Gandu e Nilo Peçanha lideram anos iniciais, enquanto Gandu, Jaguaripe, Ituberá e Teolândia têm as melhores notas nos anos finais.

Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, divulgados nesta quarta-feira (5), mostram um cenário de avanço na educação pública da maior parte dos municípios do Baixo Sul da Bahia. Em praticamente toda a região houve crescimento nas notas em comparação com 2023, tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do Ensino Fundamental, embora alguns municípios tenham registrado estabilidade ou queda em um dos indicadores.

O Ideb é o principal indicador da qualidade da educação básica no Brasil. O índice é calculado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e combina dois fatores: o desempenho dos estudantes nas provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o fluxo escolar, que considera a aprovação dos alunos. A nota varia de zero a dez e serve como referência para medir a aprendizagem e a qualidade do ensino nas redes públicas.

A prova do Saeb é aplicada a cada dois anos. A próxima avaliação acontecerá em 2027 e os resultados serão divulgados em 2028, justamente em um ano eleitoral. Por isso, o Ideb também se torna um importante termômetro da gestão da educação municipal, já que os números costumam ser acompanhados de perto pela população, por especialistas e pelos gestores públicos.

Ranking – Anos Iniciais (2025)

1º Gandu 5,9
1º Nilo Peçanha 5,9
3º Ituberá 5,3
4º Aratuípe 5,2
4º Ibirapitanga 5,2
6º Jaguaripe 5,1
7º Taperoá 5,0
7º Teolândia 5,0
9º Cairu 4,9
10º Camamu 4,8
11º Igrapiúna 4,7
11º Valença 4,7
13º Presidente Tancredo Neves 4,6
14º Wenceslau Guimarães 4,5
15º Piraí do Norte 4,2*
*Sem comparação porque não houve nota em 2023.

Quem mais cresceu nos anos iniciais

Nilo Peçanha: +1,3 (de 4,6 para 5,9 = +1,3, maior crescimento)

Gandu: +1,1

Ituberá: +0,7

Camamu: +0,7

Ibirapitanga: +0,7

Jaguaripe: +0,5

Cairu: +0,4

Valença: +0,4

Taperoá: +0,3

Aratuípe: +0,2

Wenceslau Guimarães: +0,2

Teolândia: 0,0

Igrapiúna: -0,2 (caiu)

Presidente Tancredo Neves: -0,4 (caiu)

Ranking – Anos Finais (2025)

1º Gandu 4,6
1º Jaguaripe 4,6
2º Ituberá 4,5
2º Teolândia 4,5
3º Cairu 4,2
4º Aratuípe 4,1
5º Nilo Peçanha 3,9
5º Taperoá 3,9
6º Valença 3,9
7º Camamu 3,8
7º Igrapiúna 3,8
8º Piraí do Norte 3,7
9º Presidente Tancredo Neves 3,6
10º Wenceslau Guimarães 3,5
11º Ibirapitanga: sem nota 

Quem mais cresceu nos anos finais

Quem mais cresceu nos anos finais

Cairu: +0,9
Igrapiúna: +0,8
Piraí do Norte: +0,9
Ituberá: +0,7
Valença: +0,6
Camamu: +0,4
Nilo Peçanha: +0,5
Taperoá: +0,5
Aratuípe: +0,2
Gandu: +0,2
Jaguaripe: +0,7
Wenceslau Guimarães: +0,1
Teolândia: 0,0
Presidente Tancredo Neves: -0,2

Destaques dos resultados

Os anos iniciais apresentaram desempenho bastante positivo na região. Nilo Peçanha foi o município que mais evoluiu, saltando de 4,6 para 5,9, um crescimento de 1,3 ponto, dividindo a liderança regional com Gandu, que também alcançou nota 5,9 e registrou aumento de 1,1 ponto.

Outro destaque foi Ituberá, que chegou a 5,3, enquanto Aratuípe e Ibirapitanga alcançaram 5,2.

Nos anos finais, o maior avanço proporcional ficou com Cairu, que passou de 3,3 para 4,2, e Jaguaripe, que saiu de 3,9 para 4,6. Ituberá também apresentou crescimento expressivo ao atingir 4,5.

Entre os municípios que registraram queda aparecem Presidente Tancredo Neves, que recuou tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais, e Igrapiúna, que teve pequena redução nos anos iniciais, embora tenha melhorado significativamente nos anos finais.

Teolândia manteve estabilidade nos dois segmentos, repetindo exatamente as notas obtidas em 2023.

Bahia e Brasil também avançam

Os resultados nacionais mostram que o avanço observado no Baixo Sul acompanha uma tendência registrada em todo o país. Tanto a Bahia quanto o Brasil apresentaram melhora nos indicadores do Ideb em relação à edição anterior, refletindo evolução da aprendizagem e do desempenho das redes públicas de ensino.

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