2 de julho de 2022

Em vídeo que circula nas redes sociais, homem diz ter ódio de negros, admite ser racista e chama uma mulher de macaca

Ele já foi identificado como Sargento da Polícia Militar de Santa Catarina. Inquérito já foi instaurado.

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Um vídeo está circulando pelas redes sociais de um homem, já identificado como Hélio Martins, de 57 anos, Policial Militar de Santa Catarina, morador de São Ludgero, a cerca de 180 quilômetros de Florianópolis. Ele aparece em pé aos gritos chamando o filho da mulher que faz a gravação de “negro desgraçado” e “pirracento”.

Ao ser questionado por ela do motivo de tanto ódio por “gente morena”, ele responde: “Porque eu tenho ódio, eu sou racista, eu não suporto negro. Eu tenho amigo negro, mas amigo descente, não essa negrada do c**** que é marrenta que nem tu”.

A mulher diz: “Você não bata em mim”. Ele então pega um chinelo nas mãos e a ameaça. “Quer ver? Fala de novo, sua macaca do c*****, demônio desgraçado”, diz.

O delegado Éder Matte, responsável pela Delegacia de São Ludgero, instaurou inquérito nesta sexta-feira (17) para apurar o crime de racismo de acordo com o artigo 20 da Lei nº 7.716/89, que prevê condenação de até três anos de reclusão e multa para pessoas que “praticarem, induzirem ou incitarem a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião”.

Ainda não se sabe quando o vídeo foi gravado, mas, de acordo com o delegado, o caso é recente.

Apurações preliminares apontam que a mulher não procurou a polícia e que o vídeo chegou até a polícia por meio de denúncias. Para o Delegado, trata-se de uma peça de confissão: “o vídeo fala por si. Falta pouca coisa para apurar”.

Em nota, a Polícia Militar de Santa Catarina confirmou que o homem que aparece no vídeo é sargento da reserva. O caso, segundo o órgão estadual, será encaminhado à Corregedoria Geral. “A PMSC repudia todo e qualquer tipo de violência contra a mulher ou vulnerável, bem como qualquer tipo de racismo. Diante deste fato, a referida ocorrência deverá ser apurada com rigor por todos os processos legais”, diz o comunicado.

 

Veja o vídeo: 

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