14 de abril de 2024

30 de janeiro de 2024

Câmara de Valença aprova Rua Geraldo Figueiredo na Urbis

 

Na sessão da Câmara Municipal de Vereadores de Valença de hoje (29 de agosto), foi aprovado o projeto de lei n° 037/2023 que denomina via pública no município de Valença. Trata-se da Rua Geraldo Figueiredo, no bairro da Urbis.

De autoria do vereador Cristiano, o novo nome da rua aonde fica a Igreja de São Cristóvão foi aprovado por unanimidade.

O aviador mineiro Geraldo Figueiredo era pai da nutricionista da Santa Casa de Misericórdia de Valença, Ana Paula Figueiredo, da empresária do ramo de eventos e também funcionária pública da Prefeitura de Valença, Caroline Figueiredo e da publicitária e editora chefe do site Baixo Sul em Pauta, Luana Figueiredo, todas residentes no município de Valença, além do dentista Augusto Figueiredo, que atualmente mora em Miami, no Estado da Flórida, EUA.

Marido da professora e escritora Rosângela Góes, ele construiu um dos primeiros imóveis da referida rua que hoje passa a ser chamada por seu nome.

Durante a sessão, o vereador Cristiano Barbosa destacou que a homenagem é justa pelos serviços prestados a cidade de Valença, por ter sido um dos primeiros moradores da rua,  ressaltando ainda que Geraldo tinha talento de “arquiteto” se referindo a sua atuação no ramo da construção civil na região do Baixo Sul.

O vereador Fabrício Lemos iniciou a sua fala com a frase: “dai honra a quem tem honra” e falou que as filhas mantém o legado deixado por Geraldo. Ele lembrou de Ricardo Queiroz, também da família, que já recebeu a honraria póstuma ao levar seu nome a uma rua no bairro do Novo Horizonte.

O vereador Bertolino Júnior, presidente da Câmara, registrou a presença das filhas na sessão e parabenizou pela iniciativa do legislativo.

O vereador Helton Brandão usou a tribuna para destacar o merecimento e o reconhecimento à história de Geraldo. “Vocês refletem aquilo que ele foi em vida. As lembranças são o que nos motivam a continuar a caminhada até o dia do reeencontro”, completou.

Quem foi Geraldo Figueiredo 

GERALDO FIGUEIREDO, nascido em Grão Mogol-MG, viveu em VALENCA-BA durante 43 anos. Sua chegada, em 1965, decorreu de ser contratado como piloto pela Satúrnia Táxi Aéreo, que fazia a linha aérea Valença – Salvador, ida e volta, em vários horários diários.

Dois anos depois, casou-se com a valenciana Rosângela Góes de Queiroz Figueiredo. O casal teve quatro filhos: Ana Paula, Augusto Neto, Caroline e Luana Paula, os quais, por sua vez, deram-lhe 8 netos: Luísa, Pedro, Vítor, Gustavo, Joana, Fernanda, Júlia e Beatriz.

Na luta por mais oportunidades profissionais e de estudo, em 1972, Geraldo voltou a Minas Gerais, onde passou a trabalhar com seu próprio avião e Rosângela pôde fazer um curso superior. 5 anos depois, a família volta a Valença, onde Geraldo continuou a trabalhar como piloto autônomo, com alta demanda de serviços para outras regiões da Bahia e de Goiás.

No decorrer dos anos, por sua convivência com o também piloto Martinho Fonseca, arquiteto pela UFBA, ingressou na construção civil em obras nas quais Martinho era o responsável técnico.

Com muita prática nessa área e tendo que abdicar da aviação por questões de idade, dedicou-se a gerenciar construções importantes como o prédio do então Colégio Paulo Freire e várias residências em Valença e no Guaibim,  além de obras públicas durante o governo Agenildo Ramalho.

Além de apreciador das belezas de Valença, Geraldo Figueiredo era um grande divulgador da região do Baixo Sul por onde passava, especialmente aos mineiros e brasilienses. Muitos passaram a vir a Valença com muita regularidade, alguns dos quais se fixando no Guaibim, construindo residências ou emprenendo no ramo turístico.

Geraldo Figueiredo faleceu aos 69 anos, na Santa Casa de Misericórdia de Valença, em 22 de junho de 2008.

1 comentário
  1. Mauro Diz

    Muito bonita a história do Sr Geraldo Figueiredo, mas acho que os mineiros e os brasilienses que se radicaram no Guaibim, assim como a própria população local ficariam ainda mais orgulhosos se a Câmara de Valença fizesse ou trouxesse algum benefício real pra cidade, que está abandonada. Fica a dica.

Deixe uma resposta