17 de janeiro de 2022

Boquinha acumula funções na Feira Livre e causa mais tumulto

Administrador da Feira Livre de Valença estava atuando como agente de trânsito com apito e uma pitada de nervosismo, além de fotografar placas para multar veículos.

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Imagem: Reprodução Redes Sociais
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Neste sábado (4) pela manhã, o administrador da Feira Livre, Antônio Carlos Miranda Conceição, conhecido como “Boquinha”, estava acumulando funções ao tentar ordenar o trânsito na Avenida Marita Almeida.

Com dois cones e uma “fita” colada entre eles, Boquinha interditou uma das vias num dia de movimento intenso de carros sem nada que justificasse.

Ele mesmo, com um apito pendurado no pescoço, abria os braços gesticulando e entoando o som para que os veículos não pudessem trafegar por ali, mesmo sem nenhum impecilho a não ser a própria barreira que montou pra impedir a mão dupla da via principal da avenida. Boquinha obrigava os carros a fazer a volta na feira, o que não tinha nenhum sentido a não ser apreciar os produtos expostos e espalhados sem nenhuma padronização ou ordenamento. Essa bagunça generalizada não vem de agora, e todos sabem, aliás, trata-se da Feira Livre mais desorganizada de todo o Baixo Sul, mas essa tarefa poderia ser o foco do esforço dele que já ocupa o cargo de confiança há bastante tempo e passou por inúmeras gestões municipais, sabendo todos os problemas e desafios, inclusive sendo uma peça chave para a elaboração das soluções.

Percebe-se que Boquinha tem tanto tempo ali que confunde os papéis e, enquanto continuar centralizando, pouca coisa vai mudar.

A função desempenhada pelo servidor na data de hoje evidentemente não é de sua alçada e sim do DMTran – Departamento Municipal de Trânsito, que, segundo informações, atualmente está sem comandante.

A Guarda Municipal também poderia colaborar de forma especializada se ele a tivesse acionado, mas o administrador preferiu improvisar e fazer do jeito dele, inclusive fotografando veículos que desviavam da tal barricada que ele montou.

Tanto o Departamento de Trânsito como a GCM tem plantões e bastava uma ligação, mas não, ele achou melhor a receita “faça você mesmo”, que pode parecer empenhada e de boa intenção, mas que muitas vezes não dá certo.

No episódio, Boquinha chegou a afirmar que tem sim poder de agente de trânsito ou de Polícia Municipal, que enviaria aos colegas e que a multa seria certa. Vamos aguardar!

Bom, o relato aqui não tem a intenção de esculhambar o trabalho do senhor Boquinha, que detém o respeito da população e se mantém no mesmo espaço, com certeza, por mérito, inclusive é plausível que seja um administrador que não fica dentro da sala, mas sai pra verificar as demandas, conversa com as pessoas, acompanha as poucas intervenções que são realizadas, mas lhe falta a atitude de levar os problemas para quem lhe é de competência.

Portanto, o intuito é de fazer uma observação crítica sobre a necessidade de se pedir apoio a quem entende das funções que não são cabíveis a todos e ter ciência de que suas atribuições são limitadas.

Quem está em uma função administrativa deve ter a humildade de saber que não tem capacidade de fazer tudo, mesmo que conviva ali e seja quase um pedaço daquele lugar.

Se acalme, Boquinha!

 

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