13 de julho de 2024

30 de janeiro de 2024

Adriano Pires desiste de ocupar a presidência da Petrobras

Economista havia sido indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para o cargo na semana passada, para substituir o general Joaquim Silva e Luna.

 

Foto: Agência Senado

 

O economista Adriano Pires comunicou, na manhã desta segunda-feira (4/4), ao Palácio do Planalto que não irá assumir a presidência da Petrobras. A desistência ocorre após a divulgação da informação de que ele teria conflitos de interesse e não seria aprovado para assumir como presidente da estatal pelos órgãos estatais, como o Tribunal de Contas da União (TCU).

No domingo, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, já havia declinado do convite para o cargo de presidente do Conselho de Administração da empresa, informando que preferia continuar à frente do clube carioca.

 (crédito: Divulgação/CDME)
(crédito da foto: Divulgação/CDME)

Na última sexta-feira (1º), o Ministério Público pediu ao TCU que Pires fosse impedido de assumir o cargo enquanto não houvesse uma investigação do governo, pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Comissão de Ética, além de uma apuração pela própria Petrobras sobre a atuação dele no setor privado. 

Adriano Pires e o filho dele, Pedro Rodrigues Pires, são sócios do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), o que traria conflitos de interesse para o indicado do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao comando da Petrobras. A lei 13.303/2016, conhecida como Lei das Estatais, veda que executivos dessas empresas tenham parentes em empreendimentos concorrentes.

Fundado em 2000, o CBIE se apresenta como uma consultoria especializada em regulação e assuntos estratégicos em energia.

O Ministério de Minas e Energia emitiu nota oficial em que nega ter conhecimento da desistência de Adriano Pires para comandar a Petrobras. “O Palácio do Planalto e o Ministério de Minas e Energia não receberam nenhum comunicado oficial do Senhor Adriano Pires nesta segunda-feira (04/04)”, diz a assessoria de imprensa da pasta.

Bastidores dizem que os obstáculos para a assunção de Pires ao comando da maior empresa do país deixaram Bolsonaro irritado e o presidente continua tentando que o economista assuma a estatal.

O Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), que é aliado de Bolsonaro, se manifestou sobre impasse na indicação do cargo e desistência de Adriano Pires. “Tem que pegar um arcebispo para ser diretor da Petrobras?”, ironizou.

As indicações de Pires e Landim seriam avaliadas por acionistas da estatal em assembleia agendada para o próximo dia 13. Como tem maioria, o governo sozinho conseguiria aprovar, mas há o temor de que os nomes sejam vetados pelo comitê da Petrobras.

Com informações do Correio Brasiliense e 
O Globo
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