14 de julho de 2024

30 de janeiro de 2024

Ipac debateu sobre o Dendê: “dificuldades, resiliência e perspectiva”

Fruto do dendezeiro, típico da nossa região, a importância econômica extrapola seu uso culinário e sua preservação é fundamental para que se torne altamente rentável, impulsionando o desenvolvimento do Baixo Sul.

 

Na tarde desta segunda-feira (28), o Espaço Salvaguarda do IPAC realizou a palestra “Dendê: dificuldades, resiliência e perspectiva”.

Gratuita e aberta ao público, ela foi ministrada pelo professor Alcides Caldas, que abordou a importância, os obstáculos e as soluções para a discussão proposta. “Nós temos uma identidade nessa produção, uma singularidade e isso por conta da tradição, da história. Produzimos azeite aqui na região há mais de 300 anos e é esse conhecimento que precisa ser preservado, porque é isso que vai garantir que a gente continue produzindo dendê”, afirmou o professor Alcides Caldas.

Ainda segundo o professor Alcides, o associativismo, o cooperativismo e a falta de registro são três das grandes dificuldades para a produção do produto na região. “A questão do associativismo e cooperativismo é uma relação muito difícil aqui no nordeste e na Bahia também. Para a gente construir essa relação de confiança entre aqueles que fazem o produto, temos dificuldades”, e conclui: “O registro e a verificação geográfica podem organizar o processo de produção, chamar a atenção para o problema, buscando políticas públicas que possam individualizar cada etapa do processo, conseguindo melhorar esses processos produtivos.”

Durante a realização da ação estavam presentes funcionários da instituição, pessoas da comunidade do Pelourinho e convidados, dentre elas a professora do curso de Gastronomia, Márcia Figueiros, que retratou a notabilidade das funções nutricionais do fruto de dendê, reforçando a importância de investimentos para uma produção de qualidade. “Um azeite de dendê com qualidade estabelece esse ciclo produtivo, mantém a sua tradição e cultura, agregando valor aos produtores para que eles possam empreender e inovar ainda mais em suas áreas.”

Ipac Bahia
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