14 de julho de 2026

27 de fevereiro de 2026

Setor de eventos vive dura realidade sem apoio do poder público

Sem nenhum tipo de auxílio financeiro, profissionais do ramo seguem prejudicados drasticamente pela pandemia, sem previsão de retomada, e abandonados pelas gestões em todas as esferas.

Para quem atua no setor de eventos, o último ano foi de crise financeira devido ao paradeiro nas apresentações artísticas e interrupção das atividades. Profissionais do ramo sofrem uma dura realidade em mais de 1 ano de pandemia.

Os espaços de festas e palcos de shows estão vazios há mais de 400 dias e os prejuízos são incalculáveis. Eventos foram cancelados em todo o país sem previsão de retorno. O som deu lugar ao silêncio e a alegria da atividade que ajudava a movimentar a economia deu lugar a preocupações, dificuldades financeiras dos trabalhadores e empresários. Autônomos sem oportunidade e os que tinham vínculo, a maioria foram demitidos. O faturamento zerou e ninguém contrata pela proibição das aglomerações. Muitos tiveram que se reinventar e até mudar de negócio para sobreviver, já que não tiveram nenhum respaldo governamental para manter suas contas básicas.

O “abre e fecha” das cidades por causa dos tantos decretos que tentam conter o avanço da pandemia gerou ainda mais insegurança sobre quando a rotina poderá chegar perto da normalidade para o mercado artístico. O “fique em casa” não é o maior problema, mas sim a falta de contribuições ou incentivos governamentais para o trabalhador poder esperar até que a cadeia produtiva cultural, de eventos e de entretenimento volte a funcionar parcial ou plenamente.

Ainda não é possível que os profissionais da área trabalhem com a capacidade de público típica dos eventos. O São João 2021 ilustra bem a situação que se arrasta há centenas de dias, pois já foi cancelado, uma vez que o ritmo da vacina ainda não garante o retorno seguro do cotidiano de aglomerações, nem mesmo uma retomada gradual, por causa do baixo alcance de imunização e aumento da contaminação e do número de mortes.

Alguns músicos do Baixo Sul, por exemplo, estão em profundo desespero. Do som de barzinho às apresentações maiores, tudo foi totalmente suspenso. A falta de renda e de outra alternativa tem levado muitos à depressão. Esse cenário tem provocado a clandestinidade na realização de celebrações e a participação de alguns artistas pela necessidade de trabalhar e se sustentar. Um deles, que não quis que o nome fosse citado na matéria, reclama que não há ajuda nenhuma no ano mais difícil da vida de quem precisa do público.

Em Valença, Fabrício Lemos (PP) encampou a luta destes que, sem exercer seus ofícios, pediram socorro. O vereador fez a indicação à gestão municipal, na sessão do dia 23 de março, de um suporte emergencial municipal de amparo ao setor de eventos. A proposta do presidente da Câmara ainda não teve resposta do Prefeito Jairo Baptista. Em referência às tradições culturais da cidade, o nome do programa poderia ser, inclusive, “Amparo”.

Postagem do dia 23 de março do Vereador Fabrício Lemos

Link: https://www.instagram.com/p/CMxadSTD8y4/?igshid=1g5rmdky2i12q

Em contato com Fabrício, ele disse que muitos trabalhadores da área tem procurado o legislativo para solicitar apoio e destacou que o setor de eventos merece uma atenção maior por parte das autoridades numa cidade de efervescência cultural e celeiro de talentos. Para ele, o Executivo vai olhar atentamente as expectativas da categoria, atendendo a sua indicação protocolada em março e completou: “A classe tem no entretenimento o seu ganha-pão, enfrentou muitos obstáculos com os eventos interrompidos inesperadamente e urge a assistência do poder público”. 

Nossa equipe enviou o questionamento do músico entrevistado que é o mesmo que o Vereador Fabrício Lemos pleiteou na Casa Legislativa e aguarda posição da Prefeitura de Valença.

Na Bahia, também em março, com a curva crescente de infectados, o deputado Jacó (PT) também protocolou a indicação de um projeto nesse sentido, sendo que também aguardamos retorno do Governo do Estado.

Link: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=5489285627779306&substory_index=0&id=731837540190829

Os primeiros a parar e, provavelmente, os últimos a retornar, parecem ainda ainda estar invisíveis aos olhos dos governantes.

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