13 de julho de 2024

30 de janeiro de 2024

Tripulante de helicóptero morre em acidente no Campo de Manati

Aeronave com funcionários da Petrobras fez pouso forçado na plataforma, que fica na costa de Cairu.

 

Um helicóptero que levava 13 funcionários da Petrobras precisou fazer um pouso forçado, na manhã desta quarta-feira, 16, na baía de Camamu, região onde está instalado o campo de Manati, no Baixo Sul da Bahia, produtor de gás fincado na costa do município de Cairu.

Ainda não se sabe a causa do acidente.

A aeronave chegava para pousar na Plataforma de Manati (PMNT-1), que pertence à Petrobras e está em operação desde 2007 no arquipélago. O episódio aconteceu durante a troca de turno de funcionários. O helicóptero trazia a nova turma, trabalhadores próprios e terceirizados da Petrobras, para assumir o trabalho e iniciar o expediente de plantão.

O vôo saiu do Aeroporto Internacional de Salvador até a plataforma, quando o piloto precisou realizar uma manobra.

Mais cedo, informações desencontradas davam conta de que um helicóptero havia caído em Morro de São Paulo e que haviam feridos graves chegando no Atracadouro Bom Jardim para serem socorridos, mas, na verdade, eles foram resgatados por outras 2 aeronaves do Grupamento Aéreo da Polícia Militar da Bahia (Graer), que fizeram o resgate de 12 das 13 vítimas, com ferimentos leves, encaminhadas para um hospital particular de Salvador para receber atendimento médico.

Um dos passageiros que estava a bordo não resistiu e veio a óbito. O corpo foi levado por uma embarcação e encaminhado do Morro de São Paulo para Valença. A identidade foi divulgada no final da tarde. Trata-se do piloto Luiz Augusto Volpiano, que tinha 58 anos de idade.

A Petrobras lamentou o incidente e disse uma comissão será formada para apurar o que causou a situação e informou ainda que os órgãos competentes já foram comunicados.

Veja nota da Petrobras:

A Petrobras lamenta informar que, na manhã desta quarta-feira (16/3), após pouso de emergência no mar de um helicóptero que se deslocava de Salvador para a plataforma de Manati, na Baía de Camamu, na Bahia, um tripulante da aeronave veio a óbito, após resgate por embarcação próxima. Outras 12 pessoas que estavam na aeronave também foram resgatadas com ferimentos leves e levadas para receber atendimento médico em Salvador. Os órgãos competentes já foram comunicados. Uma comissão será formada para apurar as causas do incidente.

Mais tarde, o SindiPetro informou que a aeronave era alugada e transportava funcionários diariamente para a plataforma.

Sindipetro diz que Petrobras tratou o ocorrido como “incidente”, minimizando a situação

O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria petroleira, garante à direção do Sindipetro Bahia lugar na Comissão de Investigação e Análise do Acidente que será criada pela Petrobras. O representante da entidade sindical será um dos diretores do sindicato.

O Sindipetro esta acompanhando a real situação dos feridos que foram encaminhados aos hospitais de Salvador, assim como buscando a família destes trabalhadores para oferecer apoio. A entidade sindical também lamenta a morte do piloto e se solidariza com a sua família neste momento difícil.

O  Coordenador-Geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e diretor do Sindipetro Bahia, Deyvid Bacelar, critica a direção da estatal por tratar um acidente com vitima fatal como incidente. “Isto mostra a insensibilidade da atual gestão da empresa com as pessoas,  com a família do trabalhador vitimado e com os seus próprios funcionários que estavam no helicóptero”.

Bacelar cobra mudanças da gestão da Petrobras a fim de preservar a vida e a saúde dos trabalhadores. “É muito triste e revoltante ver o trabalhador sair de casa para vender sua força de trabalho e perder a vida”, lamenta.

“A FUP e o Sindipetro vêm, reiteradamente, cobrando medidas de segurança em todas as instalações e unidades  da estatal para preservar o bem estar e a vida dos trabalhadores, reivindicando medidas protetivas, sejam elas individuais ou coletivas, e o fortalecimento do papel  da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), que, infelizmente, perdeu espaço na atual gestão da Petrobrás”.

 

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