12 de agosto de 2022

Lava do vulcão avança sobre casas, estradas e florestas e segue em direção ao mar

A rocha derretida em La Palma, Ilhas Canárias, flui em direção ao Oceano Atlântico.

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Imagens: Reprodução internet 

Conforme as horas vão passando no parque nacional Cumbre Vieja em El Paso, na ilha de La Palma, a erupção do vulcão vai expulsando rochas (piroclastas) e lava. Já são várias fissuras ou “bocas arrotivas” detectadas e o nível de emergência ficou vermelho atingindo alguns municípios, fazendo com que as autoridades executassem o plano de evacuação. Milhares de pessoas já abandonaram suas casas.

Centenas de casas já foram destruídas.

Terremotos e incêndios florestais foram registrados. Uma enorme coluna de fumaça densa toma conta de uma grande área.

A lava do vulcão já chegou nas casas, estradas e florestas e está escorrendo; fluindo em direção ao mar, em processo rápido. Não há registro de nenhuma morte.

As informações são de que existe um volume de lava entre 17 milhões e 20 milhões de metros cúbicos. Cada metro cúbico é equivalente a mil litros.

Depois de uma semana de vigilância e emissões de alertas devido ao registro de tremores de terra, a atividade sísmica culminada neste domingo (19) confirmou as suspeitas, mas o governo local garante que tem a situação controlada.

A primeira erupção deste vulcão na sua história foi há 50 anos e agora está ativo de novo.

Mesmo diante da conexão entre o fenômeno com consequências na costa brasileira, autoridades reiteram que o risco de tsunami é baixo.

Pelo Twitter, o coordenador do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Anderson Nascimento, afirmou:

“A atividade vulcânica na região das Canárias é comum e monitorada e o risco de ela ter algum desdobramento no litoral brasileiro era muito baixo”.

A origem dessa preocupação, segundo o geólogo Marcelo Assumpção, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP vem de estudos realizados há 30 anos atrás, “quando foi publicado um trabalho de geólogos americanos sobre a possibilidade de um desabamento de uma parte da ilha (de La Palma) provocar um tsunami no Brasil”.

“A conclusão foi de que era muito pequena a probabilidade de que o deslizamento fosse suficientemente grande para provocar um tsunami perigoso. Para que um tsunami dessa origem chegasse ao Brasil, a atividade vulcânica teria de ser excepcional para derrubar uma parte da ilha provocando um deslizamento gigantesco em direção ao mar”.

Não é o caso.

 

 

 

 

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