14 de julho de 2024

30 de janeiro de 2024

ENEM teve o menor número de inscritos desde 2007

Além da pandemia e do ensino remoto menos efetivo aos mais pobres, a regra sobre isenção da taxa excluiu muitos alunos este ano.

 

Pouco mais de 4 milhões de estudantes se inscreveram para o Exame Nacional do Ensino Médio de 2021. É o menor número de inscritos dos últimos 14 anos e 34% menos que no Enem de 2020, o primeiro ano da pandemia.

O número de inscritos no Enem deste ano pode ser ainda menor do que o anunciado. Isso porque o candidato só é confirmado depois de pagar a taxa de inscrição, de R$ 85. O boleto venceu nesta segunda-feira (19).

Especialistas indicam vários motivos para essa queda. Com a pandemia, muitos alunos não compareceram para fazer a prova em 2020 e, como não se justificaram, perderam a isenção na taxa de inscrição. Outros precisaram trabalhar para ajudar a família e a grande maioria está insegura em relação ao aprendizado.

“Eles estão com medo, eles estão se sentindo despreparados. Eles praticamente não tiveram nem o segundo ano, nem o terceiro ano do Ensino Médio. Então devem estar preocupados e talvez esperando mais para se inscrever no ano que vem”, afirmou Maria Helena Guimarães de Castro, presidente do Conselho Nacional de Educação.

“O problema agora é a falta de confiança no que eles aprenderam. Então, é fundamental que haja um programa de recuperação intensiva, articulado pelo MEC, em parceria com os estados e também com a sociedade civil em geral, com as escolas em geral. Isso precisa ser feito para que os alunos tenham melhores condições de participar do Enem”.

Outro ponto que contribuiu para queda são as regras para obter isenção da taxa de inscrição – que preveem que, se um aluno que pede a isenção da taxa não comparece ao exame, ele não tem direito a recebê-la no ano seguinte.

Por causa da pandemia, entretanto, mais da metade dos participantes não compareceu às provas de 2020. Para conceder novamente o benefício da isenção aos alunos que faltaram no ano passado, o Ministério da Educação (MEC) aceitava motivos como morte na família ou problemas de saúde – mas não o medo de contágio pela Covid-19.

Ou seja: quem deixou de fazer a prova porque não queria se expor a aglomerações ano passado, perdeu a oportunidade este ano.

Fonte: G1

 

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