22 de maio de 2024

30 de janeiro de 2024

Mário Frias se coloca contra Lei Paulo Gustavo

Secretário Nacional de Cultura diz que a ideia de colocar o nome do ator na nova Lei de auxílio ao setor cultural não respeita o luto da família. Ele considera criminoso usar a morte do ator para "fins políticos".

O Secretário Especial de Cultura do Governo Bolsonaro, Mário Frias, que é ator, se colocou contra a aprovação da Lei com o nome de Paulo Gustavo, morto em maio vítima de complicações da Covid-19.

O nome da lei foi sugerido pela bancada do PT na Câmara ao Projeto de Lei que tramita na Casa com o objetivo expandir a Lei Adir Blanc, aprovada no ano passado para socorrer artistas durante a pandemia. A nova legislação, se aprovada, visa ajuda financeira ao setor da cultura e destinará maior parte da verba ao setor audiovisual brasileiro.

Na opinião de Frias, deputados tentam criar “um palanque em cima de uma tragédia”. Ele usou o Twitter para pedir aos internautas para votar contra e disse que a iniciativa é criminosa.

“Vocês são doentios”, escreveu o secretário.

“Na minha vida fui ensinado a ter princípios e valores negociáveis. Respeitar o luto se uma família é um desses valores. É criminoso que usem a morte de Paulo para fins políticos/ideológicos”, tuitou ele.

Quando acho que eles não tem mais como se rebaixar, vejo criarem um palanque em cima de uma tragédia. Vocês são doentios!”, completou.

O compositor e escritor Adir Blanc, que deu o nome da Lei de socorro aos artistas prejudicados pela crise provada pelo coronavírus, aprovada em 2020, também morreu se Covid-19 no ano passado. A Lei Aldir Blanc ou Lei de Emergência Cultural ou de apoio à cultura – como ficou denominada a Lei nº 14.017 de 29 de junho de 2020 – elaborada pelo Congresso Nacional com a finalidade de atender aos trabalhadores da cultura do Brasil, deu auxílio à categoria mais afetada com as medidas restritivas de prevenção à doença.

Com a permanência do fechamento de casas de shows, teatros e a falta de perspectiva de um retorno, uma nova medida está em apreciação no Congresso para servir de alento para a classe.

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