21 de janeiro de 2022

Apenas cinco prefeituras da região realizam campanhas de incentivo a aplicação da segunda dose

Com a Covid ainda em alta, a imunização segura dos grupos prioritariamente já vacinados depende da aplicação da dose de complemento. Saiba quais são os municípios que tem cumprido essa tarefa de utilidade pública fundamental para a redução dos índices de contágios da população.

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De todas as prefeituras da região, apenas Taperoá, Gandu, Aratuípe, Presidente Tancredo Neves e Jaguaripe estão fazendo campanhas de conscientização pra que os vacinados com a primeira dose retornem aos postos de saúde para complemento da imunização com a segunda dose. 

Segundo especialistas, a aplicação das duas doses é que garante a proteção de acordo com a eficácia de cada vacina. A data de retorno está indicada no cartão de vacinação e a pessoa deve se dirigir, no prazo, aos locais para o reforço necessário à proteção contra o vírus.

Diante de um cenário de infecções e mortes, a queda desses números depende da aplicação da segunda dose, evitando o aparecimento de novas variantes mais resistentes e agressivas.

Com as mudanças dos procedimentos do Ministério da Saúde em relação à reserva de doses para a segunda aplicação, os estados e municípios não estão mais guardando remessas, como era feito antes. Ou seja, até o sétimo lote de vacinas entregues, havia a orientação de provisionar 50% do carregamento para garantir a imunização completa de quem recebeu a primeira dose. Dessa forma, metade dos imunizantes recebidos era armazenada e reservada sem autorização para uso na primeira dose, entretanto, isso mudou devido à escassez de vacinas disponíveis, que ocasionou a queda no ritmo de vacinação no Brasil.

As vacinas que chegam são integralmente utilizadas e tem acabado em muitas cidades, que ficam alguns dias com o estoque zerado aguardando a chegada de novas cargas. Talvez por isso os municípios não estejam realizando o incentivo aos públicos-alvo prioritários para o retorno e complemento do esquema vacinal. Ocorre que, há uma taxa de abandono vacinal (falta de iniciativa dos que já tomaram a primeira dose em procurar as unidades de saúde) da segunda dose que precisa ser combatida pelas equipes de saúde.

No Baixo Sul, Jaguaripe, Gandu, Aratuípe, Presidente Tancredo Neves e Taperoá estão fazendo campanha para imunização com a segunda dose, o que deve ser copiado pelas demais gestões municipais para que mais pessoas sejam efetivamente protegidas. 

A essa altura da pandemia, a maioria das cidades da região continuam divulgando o Boletim Epidemiológico com dados sobre contágio, testes realizados e óbitos pela doença, mas poucas tem dado publicidade aos dados sobre vacinas recebidas, aplicadas e em que quantidades a cada público específico, mesmo tendo essas informações facilmente à disposição das Secretarias de Saúde. No levantamento feito pela equipe do Baixo Sul em Pauta, boa parte das prefeituras continuam se limitando a informar que cumpriram as metas estabelecidas, as faixas etárias contempladas e os novos perfis para a vacinação ou anunciando o recebimento de mais imunizantes, sem muitos detalhes, mesmo sendo dados de grande interesse da população.

Basta dar uma olhada rápida nos comentários publicados nas postagens das prefeituras que percebe-se que pairam várias dúvidas sobre a principal ação realizada no país e no mundo que é a imunização contra o coronavírus. Resta que a comunicação dos municípios atenda a essa expectativa, dando acesso público aos dados extraídos da pasta da Saúde, haja vista que números altos de doses aplicadas não significam munícipes protegidos, ou seja, somente com as duas aplicações em um maior número de pessoas pode evitar o contágio pelo vírus.  

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